terça-feira, 1 de abril de 2008

Uma biografia poética...

Dizem que quando Ele fecha uma porta, abre uma janela.
No meu mundo de tintas misturadas, Ele tirou o chão e abriu o teto,
de onde caiu um pincel.
Como quem pega uma varinha, dada pela mãe madrinha,
comecei a apontar aqui e ali.
Risco vai, risco vem, ainda estou viva.
Vivi um ano inteiro de criações solitárias
e encontrei o “meu Pensa”...
Saudoso primeiro professor, fumou e ensinou.
Literalmente me adotou.
À minha casa muito engraçada, que não tinha teto nem nada,
trouxe técnica, forma e terra de siena queimada.
Jorge Franco, o segundo mentor dessa busca,
cobriu as formas com tinta carregada,
quase sólida, robusta.
Á minha casa muito engraçada, levou música cubana,
muita cor e mulher pelada.
FANG veio em seguida, dando rumo a essa vida.
À minha casa engraçada deu leve visitada,
me arrancou num parto Tao
pondo no mundo uma artista com pincel, cimento e cal.
Virei pedreira, bailarina, equilibrista, cubista.
Construo nova morada, para meus patos, cataventos,
Minha vida voada.

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